Categoria: poema

  • Logo depois do silêncio, chega a escuridão, pela estrada que guia a solidão… Vou simplificando e dificultando as vidas que vivo e que me deixam viver… Sem negar a história que te continuo amando. Obrigo-me a isto, a nada, a ninguém… Tudo isto não passa de um cismo… Que se profere contra alguém.

  • Ramos

    Nestes finos paus… Vejo folhas secas, Que sobem em degraus, Sinto-lhes a brisa do vento a amansar-lhes a valsa, que encantamento! Ouço os passarinhos distantes em longos voos… a aterrar nos seus ninhos. Apalpo o frio e descontente lembro-me das tardes naquele meu rio…

  • Utopia

    A utopia se cura, Nasce sombria Filha da madrugada escura! O eterno esquecimento Derrubou sobre o poeta Que mergulhou no sofrimento… A plena quietude amansou a serena e longínqua plenitude… Que suavemente Poisou sobre os braços, de ti carente…

  • Ribeiro

    Desaguais nas águas salgadas, partais das doces, e deixais pra mim tardes, sublimes alvoradas… Escoais o pranto verde, da sua água límpida, por entre os campos do prado esverdeado. Que rogais ser seus, e vós meus… Corro ligeiro, percorro o seu silêncio, nas tardes de Inverno… A que chamo de sossego por você me peno……

  • Erudito

    Não foi de todo, O jardim de cultura… ou a sociedade, a época… que me enfeitiçaram, agrilhoaram… Cortaram-me e susteram-me a respiração para eu me esqueçer do meu nome:João! Não… Não vou deixar-me enganar, pelos risos dos dementes, que se sentem que mentes, se tornam compulsivos e repetitivos nas acusações, as palavras carecem de um…

  • As paralelas intermitências da minha vida,andam soltas, sombrias, desconectadas…ela sente-se dorida, esta ferida,que se apresenta roubada. Curada, sempre gelada…a amarga memória,do triste e solitário coração,que difunde a sublime ilusão, Do terrível e frívolo…coração,da alma inundada de sentimentos vagos…Cresce e expludo nos contornos de uma vida interrompida, Desanimada, embriaga, acorrentada, dizimada,…

  • Rabiscando

    Silencioso, rasurado… Sensurado, amargurado… Plano, plenamente leve, sobre a sonoridade de certas palavras, que me animam e me intristecem. Súbito devaneio, da feroz intensa essência humana… Medo, submete-me, Nervos, possuem-me e eu desvaneço sempre eterno… sempre mortal…

  • As coisas simples são belas!

    O sorriso teu, A música nos meus ouvidos, O toque do sol nos meus óculos escuros… Os momentos em que diambulo solto… no campo, na praia, na cidade… O brilho e a leveza do vento… O medo do incerto, O segredo descoberto… O suave toque do sol no mar… o cruzamento de ambos… a fusão…

  • Realizador de Sonhos

    No sonho leve,de uma madrugada fria…Envolvo-me numa ficção, em que eu próprio dirijo a acção.Viajo clandestinamente pelo meu ser,Desvendo peças soltas…do meu puzzle, a que chamo vida. Vida que vivo livremente…em torno de mim próprioe dos outros puzzles que me rodeiam. Não pretendo ser,algo inútil,misturar-me,solidificar-me,mentalizar-me,com todos aqueles que me amesquinham, me aborrecem. Quero ser grande,…

  • Deseleixado

    Lisonjeando, misturando, matutando vou averiguando… Um ponto secreto, Um mistério incompleto, Um mundo repleto, de guerra, de paz, de amor e ódio, de frio e calor e de dor… Muita é essa dor que nos atormenta, nos detrói, os momentos fugazes que da eternidade fazem de nós seres sensíveis… desleixados, fechados e aniquilados: ao medo,…