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poesia · imagem · código · arquivo

JOÃO PINHO

entre o gesto da mão
e a falha da máquina

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01 / limiar
“uma sílaba fugidia
em redor do termo”

O texto existe entre dois tempos: o traço ancestral que fixa a voz e o código que a dissolve. Aqui, cada fragmento pode ser tocado, interrompido e novamente lido.

while (existir) {
  sentir(); escrever(); apagar();
} // significado em deriva
02 / arquivo vivo

Imagens que
recusam terminar

segure · arraste · descubra

arraste para percorrer
001florin24flora / fotocópia
002Hypnotique Pose
003Auto-retrato
“uma sílaba fugidia em redor do termo”
João Pinho · Catacrese Neurótica
004Sombra
005florin12flora / fotocópia
006Lista – Jogo de Palavras
“Símbolo simulado na cavidade da língua”
João Pinho · Abismo de Lótus
007A sombra mente
008Ponto Til Lado
009florin64flora / fotocópia
“um lápis afiado com sotaque de língua”
João Pinho · Catacrese Neurótica
010florin52flora / fotocópia
011Floridaflora / fotocópia
012Florida-IIflora / fotocópia
“Vozes soprando em stereo”
João Pinho · Debugging the soul
20 / ∞expandir
galeria
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03 / livros publicados

Quatro corpos
para a mesma voz

2013

RITOS
TIROS
FRITOS

edição de autor

2017

ENRE
DADO

Chiado Editora

2019

O d o
r e m a

poesia experimental

2020

➰ Curving Loop
Curvo Laço

edição bilingue

O que resta quando a linguagem começa a falhar?

input → palavra   output → ruído   erro → significado
04 / fragmentos recentes
05 / corpo

João Pinho

Nascido em 1992, no Porto, cidade onde reside. O interesse pela literatura surgiu cedo e a escrita poética começou ainda durante a formação básica. É licenciado em Línguas, Literaturas e Culturas pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Publica poemas desde 2007 no blogue POETA-perdido. Estreou-se em livro, em edição de autor, com RITOS TIROS FRITOS (2013), seguindo-se ENREDADO (Chiado Editora, 2017), O d o r e m a (2019) e a edição bilingue Curving Loop | Curvo Laço (2020).

Poeta entusiasta da arte e jogador de palavras, desenvolve uma prática cada vez mais experimental e conceptual. O trabalho percorre a linha instável entre manuscrito e digital, híbrido e ancestral, boca a boca e arquivo — através de justaposições, repetições, distorções e vórtices.

“um cessar de silêncio
um estalido”