Categoria: poema

  • As almas condenadas

    “Uma carta por escrver Um beijo por roubar Uma viagem por fazer Um coração para amar…” Vou-te descubri nalgum lugar, ao amanhecer, num banco de jardim, vamos ser dois num só quadro por pintar, ao soar da melodia, os passarinho a piar, uma carícia, um beijo intenso soltar, nos teus lábios os meus poisar. Vamos…

  • Não há rosas, nem sonhos, nem vida.

    Não,Não há rosas, nem sonhos, nem vida,enquanto a alma estiver escondida. Não,Não há poesia, nem versos, nem rima,enquanto o espírito não estiver em cima. Não,Não há música, nem dança, nem melodia,enquanto a alegria não preencher o meu dia. Não,Não há palavras, nem letras, nem frases,enquanto o poeta não esquecer estas fases.

  • Gelo Matinal…

    No sublime gelo matinal derreto o meu coração congelo a minha alma para outra emoção. Nas tempestades ocasionais solto-me e agarro-me ao presente, esqueço o passado e planto o futuro simplesmente, devolvo as neblinas matinais, restaurando-me completamente. Resvalo nas palavras feias que me dizem escrevo umas bonitas que lhes fazem… a inveja alimentar, o ódio…

  • Vou!

    Vou ser levado pelo vento… vou junto com o Outono, vou numa valsa com as folhas secas numa lágrima gelada. Vou solto, livre para levitar… vou congelando no passado, vou passeando nesta vida fria. Vou desenterrando memórias… vou sendo eu uma vez mais, as palavras que escrevo, vou!

  • Sou o outro, aquele que fui.

    No silêncio das almas condenadas Descanso leve e em vão Sobre as tristes e escuras madrugadas Bebendo da essência da vida Escrevo vertiginosamente um poema que, acaba com o silêncio da dormida Acordo num latifúndio disperso me dou conta da utopia E sozinho deambulo no diverso… Ser que sou, no que nunca fui e naquele…

  • Suspiro sílabas solúveis

    Suspiro palavras dolorosas, tristes como as minhas mágoas, O silêncio das almas… Que se expande no vazio, Vomito palavras amargas que em mim me provocam náuseas. Mergulho no incerto e eu mesmo me submeto ao afundar dos meus versos, das minhas sílabas, que se dissolvem num momento profundo.

  • Um poeta…

    Um vulto, uma sombra, Um murmúrio, uma luz, Um dia inteiro, inacabado, Um dia distante, imaginado. Uma palavra sussurrada, Uma letra mal desenhada, Um verso solto, Uma rima sem nada. Um poema delicado, Um poeta complicado!

  • Gravar os Pensamentos

    O pensamento que se cria, a todos arrepia… Gravar as palavras soltas, numa singela melodia… Alucinar e viajar nos seus acordes, que os pensamentos criaram, a triste melodia em tempos recordes, desenharam, construíram e a soltaram Nos sombrios corações de multidões, Nas doces almas de mulheres, Nas entranhas das regiões!

  • Carimbo

    Um soberbo olhar, Um verso por plantar, Uma planta por regar Uma folha por carimbar, com o nome perdido do poeta! Poeta que se esconde que se solta… num lugar oculto Carimbo, um tumulto… Sombrio, o seu coração… Triste, o seu olhar… Frio, o seu corpo… Carimbo, no rosto.

  • Moribundo

    Fraquejar até ao fim, chorar de mim Enfim respirar… palavras efémeras que se espalham no ar. Cegar até ao fim, rir-me de mim Enfim imaginar… o teu rosto suave e me enganar. Cansar-me sem fim magoar-me a mim Enfim sonhar um sonho claro que se torna num pesadelo raro.