Categoria: poema
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As almas condenadas
“Uma carta por escrver Um beijo por roubar Uma viagem por fazer Um coração para amar…” Vou-te descubri nalgum lugar, ao amanhecer, num banco de jardim, vamos ser dois num só quadro por pintar, ao soar da melodia, os passarinho a piar, uma carícia, um beijo intenso soltar, nos teus lábios os meus poisar. Vamos…
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Não há rosas, nem sonhos, nem vida.
Não,Não há rosas, nem sonhos, nem vida,enquanto a alma estiver escondida. Não,Não há poesia, nem versos, nem rima,enquanto o espírito não estiver em cima. Não,Não há música, nem dança, nem melodia,enquanto a alegria não preencher o meu dia. Não,Não há palavras, nem letras, nem frases,enquanto o poeta não esquecer estas fases.
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Gelo Matinal…
No sublime gelo matinal derreto o meu coração congelo a minha alma para outra emoção. Nas tempestades ocasionais solto-me e agarro-me ao presente, esqueço o passado e planto o futuro simplesmente, devolvo as neblinas matinais, restaurando-me completamente. Resvalo nas palavras feias que me dizem escrevo umas bonitas que lhes fazem… a inveja alimentar, o ódio…
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Sou o outro, aquele que fui.
No silêncio das almas condenadas Descanso leve e em vão Sobre as tristes e escuras madrugadas Bebendo da essência da vida Escrevo vertiginosamente um poema que, acaba com o silêncio da dormida Acordo num latifúndio disperso me dou conta da utopia E sozinho deambulo no diverso… Ser que sou, no que nunca fui e naquele…
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Suspiro sílabas solúveis
Suspiro palavras dolorosas, tristes como as minhas mágoas, O silêncio das almas… Que se expande no vazio, Vomito palavras amargas que em mim me provocam náuseas. Mergulho no incerto e eu mesmo me submeto ao afundar dos meus versos, das minhas sílabas, que se dissolvem num momento profundo.
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Gravar os Pensamentos
O pensamento que se cria, a todos arrepia… Gravar as palavras soltas, numa singela melodia… Alucinar e viajar nos seus acordes, que os pensamentos criaram, a triste melodia em tempos recordes, desenharam, construíram e a soltaram Nos sombrios corações de multidões, Nas doces almas de mulheres, Nas entranhas das regiões!