Categoria: poema
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ECO. PÁLPEBRAS, MENÇÃO
soro dos génios acordeão des(alterado) príncipe negro sina mina ilha risotto vila biliar cuspe lombriga pentelheira brandão cabrão eco hommo vil servidão
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A beleza dos tetos da Sissi quando se molham no rio Labriosque
É desalmadamente flagrante delito, Minorca, couve-flor que brota, Seiva esbranquiçada nos sulcos Arrota, floral croqui da juventude, Menina doce, gingando xingando Por ali, e aí abananado Dançando o casto seio Na margem esquerda do leito, A ponte, o oásis que atravessa o tempo… Frescura efémera do rabiosque sincero.
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esvaziar a almade toda essa sagacidadetorpe míopeacabrunhadano marasmonuma vidamofadasopras póentopes a geladeiraenterras a cremalheirano melãoe se te aprazlá vais subindoque nem um balãode s. joãoaté à penumbra celestialaté rebentarese dares conta, do teu fugazatroz esterco repelente
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Abjeto é estar corrompido Pela emancipação dos pleonasmos Entaliscado nos fascículos Da enciclopédia universal (gratuita) Póstuma a uma outra versão erudita Não tão-somente arriscado Como denegrido Ensimesmado pelo astuto Folhear secante Secas folhas Em «slow-motion» Desgarradas do vínculo Da página Da obra
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Como se estivesses subjugado ao teu próprio karma, tivesses que carregar com a cruz até ao fim, sem ressacar, fosses uma tumba exaltada, de uma vindoura sepultura, entre lá e cá, um marasmo existencial, que sucumbe na infinita e dolorosa sílaba de um AI!
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Revoltado sobre a lua Suspenso perfume Ereto na madressilva Suspiro perante A moldura ignóbil Estatelada na partitura Borrada a seco Na penumbra
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POETA E A CIDADE
Infinitamente triste Tropeçando nos socalcos Snifando trôpego O uivar do vento norte Fui recauchutado Dor que deveras sinto Ressonância intermédia Entre o marasmo Da sina E Essa Crua LinhaFina Traçando emaranhando Tudo o quanto me quita Esta ânsia escrava De ditar verso a verso A língua das musas Frívola venenosa Angélica escabrosa
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Amortalhado num tédio sufocante Isto que aqui se passa é um tumulto da raça Fraca inércia domesticada, atributo defunto, igual a nada Neto pesado viral intriga Capítulo desassossegado
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Truculência impiedosa da norma, irresoluta. A perversidade dos egos dispersos, que distendem os alvéolos crepusculares das ossadas mórbidas desliza suavemente sobre os picos das urtigas. Floral faina amansada entre o sucumbir do dilúvio e a queda da cadeira queimada. Muro que encobre a lista dos amortalhados, desesperante súplica. Inferiores cabos blindados, verbalizados nos corredores da morgue.…