Categoria: poema

  • desconstrução

    No astuto processo de criação, dou por mim absorto no meu mar de desconstrução. Desconstruir é ruir com os provérbios retidos nos confins dos advérbios da mente. Mentir, é sucumbir uma verdade no infinito, e sacudir a fuligem num descampado maldito. Maldito és tu criatura, que me apaixona, me torna e entorna, numa miragem, num…

  • Ultra Sereno

    Ultra sereno, Movimento. Mundo, Tão pequeno Vento, Sopra ameno. Superior, Inferioridade do amor Telhado, Da vida. Imbuída, Em dor. Pintura, Sem cor. Laços, Desenlaçados do Senhor. Súbita,  Ausência de paixão. Gera Calafrios sem emoção. Vento Ultra sereno. Movimento, Sopra ameno.

  • Anjo Encaixilhado

    Encaixilhado Na moldura No coração traficado Veste e despe A vaidade, o mau-olhado É a sombra perfeita O rosto bem desenhado O caminhar pausado A silhueta estreita A beleza e formosura Dum anjo amaldiçoado À espreita até à sepultura.

  • Anoitecendo…

    Esvaziando o copo Dilacerando mágoas Abanando o corpo Escorrendo águas A brisa da noite Cobrindo-me Não consigo parar De te ouvir Gemendo no ar Gritando por mais Momentos destes Ruins de acabar Esboço sorrisos Tu soltas uma lágrima Acabamos a garrafa Somamos o prejuízo Enlouquecemos, Mas não nos perdemos, Nem nos encontramos Somos a noite…

  • 200!

    Estorricado, Acalorado, esvoaçando Na areia escaldante Derrete-me, derreto-te Na água salgada Por um curto momento distante No licor me afogo Ganho negra, negra cor No meu corpo,  no corpo de quem for sou brisa descontente espelho vácuo de suor suo sonhos picantes sonhados, por uma alma maior.

  • Orquestra Desconcertante

    Um contratempo Um percalço no caminho Um vendaval no moinho Rasga os sonhos coloridos Com muitas cores neutras E outros tantos desejos aborrecidos De sujeitos afortunadamente empobrecidos Pelos delírios malditos divinos Uns agoiros enfurecidos Frutos frescos apodrecidos O contra senso da censura Gera a maldição pura e dura Que se esvai na maldita clausura De…

  • Alta Voltagem

    Fim do infinitoQuebra a correnteDo alto ritmo Soa vagarosaEscabrosamenteLenta, bate chapasNa tua mente Que esquenta e ApoquentaVerosímeis inquietudesDe tão sólidas virtudes Curta, longa-metragemQue faz de ti meu anjo selvagemA minha faixa de rodagemCom perigo de alta voltagem

  • Fluir

    Da eloquente paixãoQue flui fruitivaEntre as florestas densasDa minha almaNas rosas, nos cravosQue dou, que chorasDilatei a esperançaDe um dia saber onde moras No suicídio ser a seivaQue te alimenta nas horas mortasO presságio de tocares á minha portaE não te ver lá, se não morta, invisívelIndivisível do meu corpo, do meu EuTranscendente, que sucumbe…

  • Fiasco

    Fiasco é a margemQue atravessa o penhascoEntre lentas evasivasTentativas interrompidasO sucumbir dum carrasco Gracejando ingratamenteOs abusos alusivos A tão desconcertada mente. Bizarras noites enevoadasCom o dilúvio das mágoas mal-tratadas.

  • GUARDANAPO

    Dísticos emulados em tão perfeitos quadradosQuadros apaixonados pelas ferozes embaladasBorboletas borbulhando em extasiadasCanções no suculento verde prado. Parto o prato, varro o cacoE vendaval me tira o guardanapoEnroscado, na valsa, com a pingaDa chuva se molha e me trai Filtra e infiltra no corrimãoVai descendo, descendo vai…Entre os lírios da madrugadaSe perde, se rompe, Rompido…