Categoria: poema

  • distúrbio irreal

    Implicação de mármore,acolchoada, como um suave vitelona tábua de passar a ferroacertar na redundância do vómitocomo quem manifesta as suas ânsias em versoe despreza, descascando em meias penas,o súbito imposto da negação. Da nãoafirmação do colossal serno âmbito de um hábito mais que tudo banal

  • Fortaleza Imbecil

    PERSONAGEM PRINCIPALCarapau malditoNARRADORMundialESPAÇOCabana misturaTEMPORamalhete SondagemFINALPrancha ressaca

  • antro por sangue carne sobre onze

    como tens tempo para meditar para ser a trama que te enreda os passos moles moldados na pedra o arame suado que cheira a sangue a medalha putrificada de bronze o terceiro grau em riste a linha travessa que omitiste a raiz quadrada de 11 como tens dinheiro para mediar para ser o traço que…

  • Termini

    Roma termina onde acaba o esmagamento Tudo se conglomera em ruínas, em santuários  e pedestais esvaziados de sentido. Até porque faz algum ir assim como quem vai e já foi ao Lido. Como um vazio travo a suor comprimido.

  • FIRMAMENTO E EXPLOSÃO NA MONTANHA

    Mausoléu contra si para siMãos ao léu porque sim porque nãoNão é assim que se estancaO céu em sangramento…A ferida eclipsada no réuNão tens súplicas púnicasComo explosivas coroas cruasVais navegado hospitalizandoHospício dando às lombrigasÀs ditas cujas barrigas de fórumE minas. Acoplando. CedendoFedendo em ânimo e contrabando.

  • LINHA Nº 2

    O tempo das horas mortasMata mais que o tempo maiorAo de lá das sombras os véusDas curvas nocturnas as luzesIntensas e profundas que defumasNa maré de plataformas a rotundaEstatelada na estrela cobre de dorO dourado da cor como as gretasQue se formam nos lábios viciados.Esteve suprimido agora está alibertar-se.

  • REFLEXIONS ARE PROTECTIONS

    Parapente no desterroReflexões são proteçõesComo nuances no cabeloA falésia resolutaRevolta-se contra o pêloNa esteira a frutaSeca-se humidamenteComo forma fracaDe poeira almiscaradaPassa rente à asaDa borboleta enterradaNo cume da nossa desgraça.

  • 50 PALAVRAS A SÓS

    Víscida vícia vicia Como ardor de barata de condor O risco arrisca a ser riscado Como uma colcha cheia de bolor Víscera viera severa O traço trajado atravessa o tracejado Como fel de beata de mel O cabeço dá cabeçadas ao cabeçudo Como um soluço atroz se rema até dós.

  • 100 Palavras

    Inabitam-te de um jugo escondido Dado lançado na maquia da vida O mórbido da morte é o açúcar Das veias secar como um trevo murcho Nessa protuberância lancinante ouvirás as vozes Dos sobre eleitos os que subscrevem as palavras Ditas do além por ninguém revestido a limpo Surgirás em vultos flamejantes como crateras De rostos…

  • HIPEREALISMO

    Flor lacrimante Flora adubada Avião cortante Linha no azul rasante Paisagem fluída e pesada Hélices em demorado trabalho carburante Poças de lama como espelho de céu. Nuvem flutuante que dilui o pingo nasal O assobio triste do vento frio, a alegria contida do passarinho A chuva que chora o caderno se molha.