Categoria: poema
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Misto
Misturo e condensonum só fluidoos sucos da minha almaas esperanças do meu coraçãoter o mundona minha mão… Descarregar a melancoliaFechar as gavetas dos medose acabar com os inúmeros preconceitosum misto de sentimentosos olhares imperfeitoso suceder dos doces momentosas palavras sussurradas o misto de emoçõesa carta das desilusõesa ressuscitação da paixãoo enterro das ilusõesa esperança a…
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Explorar-te
Uma vez mais, testemunhar Resfriar, o teu escaldante corpo Aproximar e delicadamente afastar O teu suor do meu corpo… Respirar! Medir-te e acariciar-te como tocando numa flor da primavera de tão sensível que era… Não pude desvitalizar-te completamente sentia-me rude, impotente… logo jazi o meu sofrimento em ti, num fugaz momento.
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respire e medite
“As palavras sentem-se na alma e guardam-se no coração só aquelas que tocarem a nossa alma.”
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A essência da Vida
Acredito, que nós, os Homens, vivemos escravos do tempo, e nunca vivemos a 100% porque a nossa vida é condicionada pelo nosso dono, o tempo.Um segundo pode mudar o nosso mundo, uma hora pode ser uma incansável demora, um dia pode ser de euforia, já uma semana pode ser um aviso que emana. A vida…
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Monotonia em sintonia
Julgo-me superior E não dou valor Acordo e adormeço Sofro e prevaleço Sento-me e arrependido Desejo-te carnalmente Pecado tão apetecido Provar-te lentamente. No leito, na floresta, na praia, No beijo, na palavra, na noitada, No desejo, na estrada, na alvorada.
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Um novo dia!
Uma nova esperança que me alumiaUm alento profundo que me despertaUma súbita liberdade que me enviaUm coração puro que me aperta. Uma ilustre metáfora, uma falsa ironiaUm simples arder da minha almaUma lareira aquecida pela nossa euforiaUm prazer sem sombra nem calma. Uma sensação estranha que me aliviaUm tecto transparente ecoando a melancoliaUm sabor intenso…
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Experimentar
Vela acesa a apagar, O tempo parar Poema reinventar Mundo pacífico desenhar Liberdade conquistar Pôr-do-sol no mar Lívido olhar… Sobre o céu, sobre o ar, Uma penumbra para amar. Jaz o poeta, sem o poema terminar Finda num verso a flutuar Na água límpida dum mar.
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Flor ao penduro.
Sinto-me leve, puroRadiante, excitanteexpectante, brilhanteincapaz de ser duro. Brilho de dia e á noiteá tarde na poesia,á noite na ironia, Nas conversas refrescantesque rimam com disparates…esqueço-me de coisas irritantes. Floresço, amanheçoe dispo-me,penetro e afundonum mundo. Segundos contados,Momentos planeadosRamos penduradosde sonhos guardados…