Categoria: poema

  • Ninfa mania de Te querer intra venenoso Dentro de mim Pulsante. Como um escaravelho, Que mandei açoitar.

  • As mandíbulas da vaidade, o pesaroso amor armado em pudor, a pura loucura encaixilhada na banheira fumegante, os traços engelhados na colcha, o cheiro suado dos corpos.

  • FLORES SEM FRUTO fruto sem caroço Dor forte NU pescoço gosto DE DES pir-a-te vim agora, da caça. os saldos NUNCA foram, UmA tamanha a.m.e.a.ç.a

  • CHARADISTA

    Eixo gregal que distende No crupe multi labial Penumbras celestes, Coxas estateladas Lactescências Estreladas entre Aspas conforto Evasivo fragor Mucufo derretido

  • Nevoeiro cerrado na Invicta, as sombras dilatam-se numa cegueira induzida…

  • ENTRAVE REFLEXIVO

    Trai-me-o vendavalnas medusas desprovidasde veneno, o suco letalemprego devastado,Não tenho sentido, nem voznem grito, um eco surdoum outro em que me habitoas frases flutuam nos adverbiaislitúrgicos com sucessivas convulsõesnominais, nomeio-te na esfera celesteque me acorda…o tal feixe de luz acusativodas saudades que de um umbigofaço-te querer crente, metareflexivo.

  • ENCARCERADO suprimidoTERNO eternoVAZIO comprimidoOnde a onda vai,O pedaço, tropeça, caiA poesia, farsa, saiTépidaPingando como a chuvaSublime. JAZno entorno sorvomorno, da maresiavociferada, se evaporaai, ai, que o poemaJÁ se foi. Embora.

  • G U T U R A L P E R C E V E J O Q U E V E J O E N E L E S O P R O B O C E J O B O C A Q U E S E A B R E S EA F…

  • DO PARA ESCREVER

    As balizas fumegantes da escrita transcorrentes aos adornos do discurso do método iludem os mais benéficos jogadores, os leitores. Escrita não tem remédio, é uma cuspidela adveniente de um gole engolido em seco, do mundo que subjaz e dança uma valsa inebriante nos neurónios lexicais enformes do poeta. Indo vindo pelo limiar intermitente da ganância…