COREMOS IRMÃOS

Estou situado no mar enlameado
Do resto da minha vida, faço e
desfaço e esgaço como um comum
acto de corriqueira divagação no
sargaço

Peremptória ruptura da fúria e da
grua de tremenda grossura girando
os seus cabos em movimentos
alternados

Ora adiantados ora segregados
que vens roubando em temporal
desassossego as algas prendem-me
ás ondas as rochas racham-me
o peito dos pés.

E tu já não és bem aquilo que és.
Uma latitude indistinta alonga-te na
incerteza, e a face quadrada já não
escandia a tua mais que absoluta
beleza baldia.