VIOLÊNCIA FRÁGIL

Quando tremem as pedras de ansiedade
Porque o nexo não faz sentido
E as peças são só palavras. O verso um ruído. Um poema a sobriedade.
De estilhaçar o vidro. As imagens são sempre as mesmas. As colunas repetidas,
as linhas ofendidas. Que narrativa cheira a vinagre…
Quando não há linhagem correspondente à tua saudade.
Lotadas de fissuras as dobradiças da janela riem-se, de ti. E de ti troçam
os leques anti-nódoas rebocados ao esplendor
Que línguas em transe sibilantes, secam a ferida feroz.
Violência frágil moinho sem nó.
Perder por um fio o lume da tua fogueira.