Autómato


Nutrido mecanicamente

Pela eléctrica corrente

Que humedece e estende

Em torno da minha mente

O fósforo que apago

E que se acende quando divago

Me surpreende e nele electrifico

Todo o meu ilustre pensamento vago

Sou fio condutor do abismo

O profundo cabo que se rompe

E culmina num cataclismo

Eléctrico, magnético, frenético

Todo o campo se incendeia

Vira cinza, cinza poeira

A madeira enferruja

E o ardente ferro a suja.