Apalpados os sentidos todavia contidos
Apanhados na corrente torrencial da existência
Sem que a sombra do galho da árvore te esconda
A seiva esbranquiçada da memória
No cataclismo da maldade o toque esfarrapado
De sonhos de mendigo de verdade
O que vês virando o tempo do avesso
Caminhando sob luras de sofrimento
O chão minado e recalcado
Que te suga, afunda-te e relança-te
Aos ditongos sibilantes que ainda
és capaz de escutar no final do túnel.
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