Metrofobia

deitei-me num beliche a olhar as estrelas,

acabei de embalar certos esquemas a vácuo,
suprimi as linhas raiadas na minha retina,
deambulei ciclicamente na tua sina,

pausei em cólicas nervosas o meu torpor,
balancei na bóia de plástico desvitalizado,
fechei o saco do lixo em que sufoco,
aditei prematuramente a renda à avalanche,

sacudi nervoso a poeira dos dias adiados,
obriguei a polir os sapatos descalço,
enchi de ar o colchão de água,
mergulhei na sombra precoce da figueira.

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