Afoguei-me no silêncio, mergulhei na poesia…

Sorrateiramente, o tempo passa, acordo todas as manhãs, aguardando pelo
mesmo, esqueço-me daquilo que me é realmente útil, e torno-me fútil. Divulgo o meu espírito materialista, apelando ao consumismo e, desprezo os problemas que abalam os outros, preocupando-me essencialmente com os meus problemas. Canso-me de mim próprio e dos outros, tento escapar-me aos problemas mas, aparece sempre mais um, que me atrapalha, que me comove, que me enfraquece. Enfrasco-me na poesia, que liberta a minha alma, corrói a futilidade que reside nas minhas entranhas e aquece o meu coração que gela sempre que me torno um ser materialista, angustiado, frustrado e consumista. Não vai ser através da musicalidade destas palavras que me vou esquecer do que fui, mas é através delas que vou tentar melhorar o que faço e o que farei no Futuro. Vagueio na ânsia de conquistar algo, não um “lugar ao sol” mas concretizar um sonho e sim, conquistar a felicidade, que na verdade dito por outras palavras é aquilo que todos nós procuramos.